Passagem de Roberto Carlos na Inter de Milão

Com apenas 22 anos e 5 títulos no currículo, o lateral de 1.68 m Roberto Carlos desembarcava em Milão no ano de 1995 para assinar contrato com a Inter. O brasileiro foi contratado pela Inter por causa de um inusitado acordo de cavalheiros feito nos bastidores.
A intenção da Inter naquela janela, era ocupar sua última vaga de estrangeiro com o atacante búlgaro Hristo Stoichkov, do Barcelona, que havia vencido a Bola de Ouro da France Football no ano anterior. Porém quem de fato contratou o destaque do time catalão foi o Parma, clube que era controlado pela família Tanzi, que além disso era dona da Parmalat e patrocinava o Palmeiras. Com isso o Parma deu uma carta branca para a Internazionale fechar com o destaque do clube brasileiro.
Com isso Roberto Carlos era contratado juntamente com Javier Zanetti e Paul Ince, sendo a segunda transferência mais cara, apenas atrás de Ince.
O técnico da Inter na época era Ottavio Bianchi, que logo foi demitido após queda para o Lugano na Copa da UEFA. Assumia interinamente o espanhol Luis Suárez e, mesmo com o desempenho fraco do clube, Roberto Carlos marca 5 gols em seus primeiros 8 jogos. Um feito que era de se esperar de um atacante ou meia ofensivo. Roberto Carlos vivia ótimo momento pelo clube italiano, até a chegada do novo treinador, o inglês Roy Hodgson.
Logo que chegou, o técnico inglês começou a improvisar Roberto Carlos como meia aberto pela esquerda, no 4-4-2, o que incomodava muito o brasileiro que ainda lutava por uma vaga de titular na lateral esquerda da Seleção Brasileira. O inglês ainda, considerava Roberto Carlos indisciplinado taticamente em sua nova posição. Roberto Carlos explicou toda essa situação já depois de aposentado:

“Como poderia jogar avançado com apenas um metro e meio? Gostava de ter espaço para jogar. É melhor ter 80 metros para correr que ter 20. Se continuasse assim, perderia meu espaço como lateral”, disse, certa vez, a uma rádio italiana. “Foi muito bom jogar na Inter, mas ainda bem que saí. Caso contrário não teria jogado por dez anos no Real Madrid”, completou.
A Inter terminou essa temporada em sétimo lugar, com vaga para a Copa da UEFA no ano seguinte. Roberto Carlos percebeu que estaria perdendo muito continuando em um time, em que seu treinador não o colocava na posição correta. Mesmo fechando a temporada com 7 gols, sendo o terceiro maior goleador do time na temporada, o lateral foi até o presidente implorar para ser negociado. O presidente não fez nenhuma ação para impedir o brasileiro, o negociando até por um valor inferior ao que foi contratado.
E assim se encerrou a passagem de Roberto Carlos pela Itália. Havia sido um pedido expresso do novo treinador do Real, Fabio Capello. O italiano havia sido técnico do Milan enquanto Roberto Carlos esteve na Inter e teve chance de observar o brasileiro de perto.
Roberto Carlos sempre afirmou que Roy Hodgson foi o motivo de sua saída da Inter e que Fabio Capello foi o treinador mais importante na sua carreira.
No Real Madrid foram mais de 10 anos com três Liga dos Campeões e uma idolatria infinita.

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